03/06/2019 ATERRO ZERO

General Mills implanta programa

Dona das marcas Yoki, Kitano, Häagen-Dazs, Mais Vita, Carolina e Betty Crocker, a General Mills implantou o programa Aterro Zero em sua unidade de Pouso Alegre (MG). O programa destina 100% dos resíduos sólidos para reciclagem e reutilização e elimina o uso de aterros sanitários. O projeto foi criado para diminuir a emissão de gases de efeito estufa e a ocupação dos aterros sanitários, além de atuar na redução de contaminantes, como o chorume. 
 
Iniciado em 2016, o programa já permitiu que a unidade não descartasse 750 toneladas de resíduos sólidos em aterros sanitários. A iniciativa faz parte de uma das metas globais da empresa, que pretende implementar o projeto em 30% de suas unidades, até 2020, e em 100%, até 2025.
 
Inicialmente o programa seleciona a coleta seletiva dos resíduos, que seguem para os processos de compostagem, reciclagem e coprocessamento. Neste último método, muito aplicado em cimenteiras, os resíduos são usados em substituição a combustíveis (óleo diesel, lenha, etc) necessários para manter a chama dos fornos que produz o clínquer, matéria-prima do cimento. Já na compostagem, o método utiliza microrganismos para decomposição de matéria orgânica, gerando o composto que é usado como adubo. “O programa tem como compromisso garantir o bem-estar das comunidades que estão no entorno de nossas fábricas. Esse tipo de ação de responsabilidade ambiental é inerente aos valores da companhia. Portanto, estamos direcionando nossos esforços para o êxito do projeto em Pouso Alegre” destaca a Gerente de Assuntos Corporativos da General Mills Brasil, Queli Catalani. 
 
A iniciativa abrange também as unidades de Paranavaí (PR) e Nova Prata (RS). “Sabemos que o descarte de resíduos em aterros sanitários é responsável pela emissão de uma quantidade significativa de CH4 (metano), um dos gases mais nocivos ao meio ambiente. O CH4 é abundante em aterros e lixões e, nós da General Mills, estamos preocupados com o descarte consciente do lixo produzido por nossas unidades fabris em todo o mundo” acrescenta Catalani. 

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