22/02/2018 QUALIDADE DE VIDA

Países Baixos têm maior equilíbrio

Segundo o mais recente Índice de melhor Qualidade de Vida da OCDE, os Países Baixos ultrapassaram a Dinamarca e assumiram a liderança entre as nações que possuem maior equilíbrio entre trabalho e qualidade de vida. O documento classifica os países em que famílias obtêm sucesso ao misturar o trabalho, os compromissos familiares e a vida pessoal, entre outros fatores. 
 
De uma possível nota máxima dez, os holandeses obtiveram 9,3, enquanto os dinamarqueses conquistaram nota 9. Entre os 35 países avaliados na pesquisa da OCDE, a Turquia registrou o pior desempenho – classificado como zero – enquanto o México marcou apenas 0,8. Somente 0,5% dos funcionários holandeses trabalham regularmente horas muito longas, que é a menor taxa na OCDE, onde a média é de 13%. Em vez disso, eles dedicam cerca de 16 horas diárias para comer, dormir e lazer. Apenas os franceses passam mais tempo em lazer e cuidados pessoais - acumulando 16,4 horas em média por dia.
 
A Holanda também possui taxas muito baixas de desemprego juvenil, altos níveis de alfabetização, níveis abaixo da média de pobreza infantil e altos níveis de satisfação com a vida na infância - mais de 93% das crianças de 11 a 15 anos relatam satisfação de vida acima da média, para instância. O índice de mulheres que trabalham na Holanda cresceu de 35%, no inicio da década de 1980, para atuais 69,9%, valor acima da média da OCDE, de 57,5%. No país, 90% das pessoas conhecem um amigo ou familiar que eles podem contar em momentos difíceis. Isto é um pouco melhor do que os 89% relatados em outros países da OCDE.
 
Os holandeses também estão altamente envolvidos no processo político - a participação dos eleitores nas eleições recentes foi de 82%, o que é muito maior que a média da OCDE, de 69%. Entre os 20% mais bem pagos, a participação dos eleitores foi estimada em 92%. No entanto, entre os 20% mais baixos, esse número cai para cerca de 71%, apontando para deficiências na mobilização política dos mais desfavorecidos, diz a OCDE.
 
Enquanto 93% das pessoas na Holanda estão satisfeitas com a qualidade da água, a qualidade do ar é ligeiramente pior do que a média da OCD, de 13,9%. O nível de PM2.5 atmosférico - as partículas poluentes do ar pequenas o suficiente para entrar e causar danos aos pulmões - é de 14 microgramas por metro cúbico. No geral, porém, os holandeses estão mais satisfeitos com suas vidas do que a maioria. Quando solicitado a avaliar sua satisfação geral com a vida em uma escala de 0 a 10, os holandeses deram uma média de 7,4 graus, superior à média da OCDE de 6,5.

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