14/09/2020
LEGADO VERDES

CBA comemora Dia do Cerrado com ações

A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) comemorou o Dia do Cerrado, 11 de setembro, com a realização de um projeto de conservação e desenvolvimento sustentável em Niquelândia (GO). Em uma área de 32 mil hectares, das quais 80% de Cerrado nativo, a companhia implementa há três anos uma nova forma de uso e ocupação do solo, onde 20% do seu espaço é destinado às economias tradicionais (pecuária, agricultura e silvicultura), usado de maneira inteligente e rentável para custear os outros 80%, que representam a área de Cerrado nativo conservado.

A reserva é também um grande laboratório de pesquisas a céu aberto para estudantes e profissionais que, em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG), desenvolvem projetos relacionados ao Cerrado. “Acreditamos que podemos ter uma sociedade melhor a partir do momento em que mudamos nossa relação com o Cerrado. O Legado Verdes do Cerrado tem um papel importante não só em promover ações de conservação, mas também em levar o Cerrado para perto das pessoas, seja por meio de pesquisas científicas, seja por ações de reflorestamento ou paisagismo urbano com mudas nativas e ações educativas para a população. A filosofia do Legado é sempre integrar pesquisa, produção e relacionamento social para que essas três vertentes possam melhorar a sustentabilidade dos locais em que nós habitamos e trabalhamos”, explica o diretor da Reservas Votorantim, David Canassa. 

No sistema agroflorestal implantado no Legado, os ecossistemas naturais são replicados, o que otimiza o uso da terra e concilia a conservação ambiental com a produção de alimentos. A agrofloresta do Legado Verdes do Cerrado tem hoje seis hectares de área cultivada com previsão de expansão a uma área total de 17 hectares ainda neste ano. Mais de cinco mil mudas já foram plantadas, de espécies como limão, banana, goiaba, mandioca, além de espécies do Cerrado, como cajuzinho-do-cerrado e baru. Além de ser uma alternativa de produção sustentável de alimentos, a agrofloresta é um atrativo para a fauna, na medida em que possibilita uma nova dinâmica que reequilibra o ecossistema. No Legado, a área cultivada recebe visita constante de antas, raposas, caititus, tatus e diversas espécies de pássaros nativos.

As mudas utilizadas foram produzidas no Centro de Produção de Biodiversidade (CPB) do Legado, que trabalha com espécies nativas. A produção do CPB teve início em 2018 e cresceu em 2019, consolidando a iniciativa como um novo e promissor negócio. O CPB foi ampliado chegando a uma capacidade de produção de 300 mil mudas/ano, atendendo à demanda de projetos de reflorestamentos principalmente nos estados de Goiás e Minas Gerais. No local são cultivadas 50 espécies diferentes, entre elas aroeira, angico, baru, canela-de-ema, pitomba, guariroba, pequi e ipê. As plantas produzidas atendem à demanda de parceiros da Reserva, instituições e proprietários rurais, além de prefeituras em projetos de recuperação da flora e paisagismo urbano.

As sementes para produção das mudas são coletadas na própria reserva. O projeto já conta com 1,9 milhão de amostras de espécies nativas. A iniciativa tem papel fundamental na conservação da biodiversidade, pois quando conservadas corretamente, algumas sementes podem ficar guardadas por décadas. O banco de sementes contribui, ainda, para o melhoramento genético, já que por meio da seleção de sementes é possível reduzir a suscetibilidade das plantas a pragas ou a mudanças climáticas.