06/05/2015
EMISSÕES

FPSO reduz 1 milhão de CO2

O FPSO Cidade Angra dos Reis, desde 2011, na área de Tupi, no Pré-Sal da Bacia de Santos, reduziu em 1 milhão de toneladas a emissão de CO2 de sua operação. O feito foi possível graças à tecnologia inédita no País, de separação e injeção do dióxido de carbono, que está em fase de teste no navio.

A novidade foi apresentada dia 28 de abril, durante o Congresso Brasileiro de CO2, no Rio de Janeiro. Promovido pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), o evento reuniu especialistas para discutir o uso de CO2em suas mais diversas aplicações e segmentos.

No painel sobre novas tecnologias e operacionalização do CO2 no Pré-Sal, Marcel Eiki Katekawa, consultor técnico da Petrobras, lembrou que o Brasil é pioneiro no desenvolvimento e uso de tecnologias para CO2 em águas profundas. “Somos o único país reconhecido pela ISO para desenvolver normas e projetos nesta área”, frisou. “Na operação do Pré-Sal, encontramos um gás a 8%, enquanto que o recomendado é 2%. Por isso, temos muito o que fazer e desenvolver para minimizar esse impacto”, explica.

No primeiro dia do evento, Luiz Pinguelli Rosa, diretor da COPPE/UFRJ, também falou sobre o desafio brasileiro para redução da emissão de CO2. Para o físico brasileiro, o País vai conseguir atingir a meta estabelecida pela ONU, com uma diminuição de 36% (1 bilhão de T) em 2020. “Nos últimos dois anos, conseguimos reduzir o desmatamento e, consequentemente, a emissão de CO2”, explica. O 3º Congresso de CO2 ocorreu até o dia 29, no Hotel Windsor Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro.

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