27/07/2020
ESTIAGEM

Goiás e DF entram no Monitor de Secas

Presente nas regiões Centro-Oeste, Norte, Nordeste e Sudeste, o Monitor de Secas registrou em julho a entrada de Goiás e do Distrito Federal no mapa da ferramenta que monitora as áreas de estiagem no Brasil. As duas unidades federativas apresentaram realidades opostas em junho: enquanto o Distrito Federal foi a única das 15 unidades da Federação monitoradas a não registrar o fenômeno, Goiás teve a maior área com seca grave identificada pelo Monitor e a maior parte de seu território apresentou as intensidades fraca, moderada e grave do fenômeno. 

Com a entrada no Monitor, Goiás e Distrito Federal têm melhores condições para se prepararem na mitigação dos impactos da seca e antecipar ações de resposta. Em território goiano a instituição parceira do Monitor é a Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD), que em junho excepcionalmente também elaborou o mapa do Distrito Federal. Pelo DF, a partir de agosto a validação será realizada pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (ADASA), cujas informações ajudarão a melhorar o entendimento da seca no leste goiano – onde o DF está localizado.

O Monitor registrou queda de áreas de estiagem em sete estados (Alagoas, Bahia, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe) por causa das chuvas que caíram em junho, porém houve aumento de áreas secas no Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Em Tocantins a área se manteve estável. No caso do Rio de Janeiro, que entrou no Mapa do Monitor em junho, foi registrada seca pela primeira vez no estado. Assim como aconteceu em maio, no mês passado todas as 15 unidades da Federação apresentaram partes de seus territórios sem registros de seca.

Bahia, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco e Sergipe conseguiram reduzir a gravidade da seca, enquanto o fenômeno continua a existir em áreas com seca fraca nos estados de Alagoas, Ceará, Espírito Santo, Maranhão e Rio Grande do Norte. Somente Em Tocantins, a severidade do fenômeno permanece variando de fraca a grave em mudanças em relação a maio. Já no Piauí houve um leve aumento da área com seca moderada, enquanto no Rio de Janeiro foi identificada uma porção com seca fraca. Como Goiás e o Distrito Federal estão pela primeira vez na lista do Monitor não é possível comparar a situação de ambos em relação a meses anteriores. 

O mês de junho faz parte do período chuvoso no leste do Nordeste e integra o período seco em grande parte do centro-norte e oeste nordestino, assim como na região Centro-Oeste. Em junho, os maiores volumes de chuva foram registrados no noroeste do Maranhão e no litoral leste do Nordeste (acima de 150 mm), volumes inferiores a 20mm são esperados tanto para o interior da região Nordeste quanto para maior parte de Minas Gerais, Goiás e Tocantins, além do Distrito Federal. 

O Monitor realiza o acompanhamento contínuo do grau de severidade das secas no Brasil com base em indicadores de seca e nos impactos causados pelo fenômeno em curto e/ou longo prazo. Os impactos de curto prazo são para déficits de precipitações recentes até seis meses. Acima desse período, os impactos são de longo prazo. Essa ferramenta vem sendo utilizada para auxiliar a execução de políticas públicas de combate à seca e pode ser acessada tanto pelo site monitordesecas.ana.gov.br, quanto pelo aplicativo Monitor de Secas, disponível gratuitamente para dispositivos Android e iOS.