13/07/2020
AMAZÔNIA

Manifesto contra o desmatamento

Um grupo de 38 empresas signatárias brasileiras e internacionais, quatro entidades setoriais do agronegócio, mercado financeiro e indústria assinaram manifesto em defesa da agenda do desenvolvimento sustentável e do combate ao desmatamento na Amazônia. O documento foi enviado ao vice-presidente e Presidente do Conselho Nacional da Amazônia Legal, Hamilton Mourão, e será encaminhado aos presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), da Câmara, do Senado e da Procuradoria Geral da República (PGR). 

Em documento divulgado com exclusividade pelo Valor Econômico, CEO’s de empresas demonstram preocupação com o desmatamento na Amazônia e pedem providências, além de recomendar a retomada da economia rumo ao baixo carbono. Os termos do texto reafirmam o compromisso com o desenvolvimento sustentável e a importância do combate “inflexível e abrangente” ao desmatamento ilegal da Amazônia e dos outros biomas e pedem a valorização da biodiversidade. 

Investidores já alertavam do risco de o Brasil vir a perder investimentos estrangeiros, mas esta é a primeira vez que líderes de companhias realizam pronunciamento conjunto durante o Governo de Jair Bolsonaro. 

A carta possui assinaturas de executivos de multinacionais, como a Shell, Vale e Microsoft, do agronegócio, como Cosan, Marfrig e Cargill, dos bancos Itaú, Santander e Bradesco e da estatal Eletrobras. O texto afirma que “a percepção negativa (no exterior) tem enorme potencial de prejuízo para o Brasil, não apenas do ponto de vista reputacional, mas de forma efetiva para o desenvolvimento de negócios e projetos fundamentais para o país”.

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