15/03/2021
SUSTENTABILIDADE

Projeto mapeará legislação de dez cidades

O Movimento BW desenvolveu a série BW Talks com informações sobre o Projeto Moisés, da Autonomy Investimentos, que tem como objetivo mapear a legislação ambiental de 10 grandes cidades ocidentais, as pesquisas de 10 universidades dos Estados Unidos, Canadá, União Europeia, Coreia do Sul e Japão e 20 startups disruptivas, que influenciarão tendências e mudanças no quesito de sustentabilidade no setor da construção. “Em alguns meses, poderemos divulgar as iniciativas mais assertivas feitas no âmbito da legislação urbana e aquelas leis que tiveram boa intenção, mas não resultados. Nosso objetivo é contribuir com a sociedade e com os gestores públicos na definição de políticas de sustentabilidade, por meio do conhecimento sobre aquelas leis que deram certo, mostrando, ao mesmo tempo, as armadilhas”, disse o engenheiro Civil, Nelson Faversani Jr., Head e Diretor de Projetos e Obras da Autonomy Investimentos, durante o BW Talks Projeto Moisés: indo aos limites da inovação, promovido dia 11 de março. 

Uma das cidades a ser mapeada é a norte-americana Boston, que possui legislação rigorosa em termos de reforma de imóveis e que se tornou um impeditivo para os construtores, congelando o município no passado. Por outro lado, cidades como Munique e Berlim, na Alemanha, instalaram políticas de incentivo para premiar pessoas que contribuem para a diminuição do impacto ambiental. O mapeamento das pesquisas nos centros universitários tem sido uma tarefa mais fácil, segundo Faversani Jr., porque os pesquisadores tornam público seus projetos. Contudo, na academia, as ideias são mais embrionárias e conceituais, que podem resultar em uma inovação para o mercado em um prazo mais longo. Enquanto as startups têm um objetivo diferente, com aplicações para se tornarem disponíveis mais celeremente.

Das 12 mil startups mapeadas, a Autonomy Investimentos reduziu o número para vinte, selecionando aquelas com inovações ligadas à sustentabilidade para o setor da construção. “Pudemos ver em nossa pesquisa algumas soluções de mais fácil aplicação e outras que levarão um tempo maior para chegar ao mercado”, disse. Outro ponto que chamou a atenção de Faversani Jr. foi a industrialização da construção elevada ao extremo, no qual o edifício é apenas montado no local, fazendo com que o canteiro de obras seja apenas um local para a montagem dos compartimentos feitos em fábrica.

O BW Talks teve a moderação de Vagner Barbosa e pode ser conferido, na íntegra, no canala da Sobratema no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=VnEFIk5XNYw.

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