08/03/2021
ENERGIA EÓLICA

R$ 417 milhões para parques no RN

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 417 milhões para a construção dos parques eólicos Ventos de Santa Martina 01 e Ventos de São Januário 23, localizados nos municípios de Caiçara do Rio do Vento e Ruy Barbosa, no Estado do Rio Grande do Norte. 

Os dois parques eólicos somam 121,8 MW de capacidade instalada e produzirão energia equivalente ao consumo de 242 mil residências, gerando 775 empregos diretos e indiretos. Os projetos pertencem ao grupo Casa dos Ventos e fazem parte do Complexo Eólico Rio do Vento, que já tem sua primeira fase em construção (504MW) e, quando em plena operação comercial, superará a marca de 1 GW, tornando-se um dos maiores complexos eólicos do mundo. 

Os dois novos parques evitarão a emissão equivalente a 1,3 milhão de toneladas de gás carbônico em gases de efeito estufa por ano na atmosfera. Os financiamentos foram concedidos às Sociedades de Propósito Específico (SPEs) Ventos de Santa Amélia Energias Renováveis (Parque Eólico Ventos de Santa Martina 01) e Ventos de Santo Abelardo Energias Renováveis (Parque Eólico Ventos de São Januário 23), representando 77,2%, do investimento total dos projetos, que é de R$ 540 milhões. As obras do complexo eólico se iniciaram em fevereiro de 2020, com a previsão de que os parques entrem em operação até o primeiro trimestre de 2022.

Durante as obras, cerca de três quartos dos recursos financiados pelo BNDES serão empregados na aquisição de aerogeradores nacionais - equipamentos que convertem a energia dos ventos em eletricidade. Os demais investimentos envolverão obras civis, sistemas de eletromecânica e a construção das linhas de transmissão associadas. “Ao financiar o Mercado Livre de Energia, o BNDES contribui para viabilizar soluções comerciais inovadoras, com sinergias entre contratos de compra e venda e o regime de autoprodução. Os projetos da Casa dos Ventos se enquadram nessa perspectiva”, explicou a superintendente da Área de Energia do BNDES, Carla Primavera.