04/05/2020
ÁGUA PLUVIAL

Sistema gera economia a condomínios

Engenheiro civil da A.Yoshii Engenharia, Paulo Alexandre Tomen afirma que os projetos da construtora localizados em Londrina (PR), Maringá (PR), Curitiba (PR) e Campinas (SP) dispõem de sistema de captação e reaproveitamento de água pluvial neste período de estiagem e de combate ao novo coronavírus. “Dependendo da quantidade de chuva em um determinado mês, o sistema consegue compensar a demanda mensal. Assim, o condomínio nem chega a usar os recursos da companhia de água do município, para atividades que podem ser realizadas com água da chuva filtrada”, explica.

A captação acontece nos telhados e calhas dos prédios e no piso das áreas comuns, onde a água é canalizada, passando por um filtro que retira impurezas e sedimentos como folhas, terra e areia. Na sequência, a água pluvial é depositada em um reservatório disponível para ser usado em áreas comuns, como na limpeza de calçadas, por exemplo, por ser imprópria para o consumo.

Um prédio comum consome uma média de 5 a 10 mil litros de água potável nas áreas úteis. O engenheiro comenta que esta água poderia ser utilizada ou poupada em outras tarefas. Um edifício com o sistema de reutilização de água pluvial deixa de consumir aproximadamente 8 mil litros de água tratada, uma economia aproximada de 30% na conta, o que varia de acordo com o tamanho do reservatório e a demanda hídrica. Em meses mais chuvosos, o reservatório ativa um sistema para evitar vazamentos e descarta a água extra em uma rede de coleta de águas pluviais. Em meses mais secos, é acionado um dispositivo que regula a quantidade de água, mantendo o nível mínimo para utilização.

“Hoje a gente tem mais do que nunca essa preocupação com o meio ambiente, de estar construindo edificações mais sustentáveis. Mais do que reduzir a conta de água, o que é excelente, é importante pensar na questão ambiental, indo contra o desperdício de água. Claro que é necessário lavar a calçada e manter os ambientes limpos, mas se você lavar com uma água reaproveitada da chuva, deixa de gastar a água tratada, que poderia ser destinada para outros fins”, afirma Tomen.

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