Biosaneamento desperta a conscientização junto a crianças

11/03/2024
As ações ocorrem em escolas públicas do município de Cajamar, região metropolitana de São Paulo, com apoio da empresa Amazon

A ONG Biosaneameto desenvolveu projetos teóricos e práticos para escolas públicas de São Paulo com o objetivo de criar futuras gerações mais preocupadas e conscientes em relação às consequências de ações individuais e coletivas com o meio ambiente. As ações ocorrem em escolas públicas do município de Cajamar, região metropolitana de São Paulo, com apoio da empresa Amazon. O projeto criado incentiva a agroecologia, com aulas teóricas e práticas sobre a importância do saneamento básico para os alunos. Além disso, a ONG Biosaneamento instalou um biodigestor que gera gás para o refeitório das escolas públicas e fertiliza a horta montada pelos alunos, durante o projeto, nas instituições. Em uma escola que tinha problemas com a potabilidade da água, o projeto também levou sistema de purificação da água da escola.

O projeto incentiva a implantação de uma horta ou jardim sensorial, para que a escola tenha um espaço pedagógico de conscientização ambiental e aproximação das crianças e adolescentes com a natureza. “Na nossa jornada de universalizar o saneamento básico, percebemos que atuar na ponta, nas comunidades, coletando e tratando esgoto, levando água potável, não é o único caminho. É necessário articular, destravar e estimular os projetos de saneamento. Acreditamos que um dos caminhos é fazer com que as futuras gerações estejam cientes de que metade da população vive sem saneamento e que existe solução”, disse o presidente da ONG Biosaneamento, Luiz Fazio. 
O biodigestor foi instalado na EMEB Antônio Carlos, EMEB Marcelo Pascoal e EMEB Josué Moreira Sena, todas escolas do município de Cajamar. Mais de 750 alunos foram alcançados, com idades que variam de 1 até 14 anos. As ações foram viabilizadas graças a recursos doados pela Amazon. A cidade é um importante polo logístico para a Amazon, onde a empresa concentra parte de suas operações no estado, gerando milhares de empregos diretos e indiretos.

A atividade é dividida em três fases. Durante o percurso, são implementadas ferramentas de aprendizado para os estudantes e o corpo docente da instituição. O presidente da ONG Biosaneamento, Luiz Fazio, explicou a dinâmica do projeto : “O biodigestor recebe os resíduos orgânicos da cozinha, no processo de digestão ele produz o biometano, que se fosse liberado na atmosfera seria um Gás do Efeito Estufa muito prejudicial. Ao ser canalizado para o fogareiro que instalamos e usado como gás de cozinha, a queima transforma-o em gás carbônico, que é 34 vezes menos prejudicial para a atmosfera. O processo também gera um fertilizante, que levamos para a horta escolar, onde os alimentos produzidos de forma sustentável poderão ser usados na cantina, fechando a circularidade do sistema. Tudo isso, trabalhamos junto com os docentes para que seja efetivo, inclusivo e que a prática pedagógica seja interessante e relevante para o processo de aprendizagem das crianças”. 
Para Juliana Sá, líder de impacto social das operações da Amazon Brasil, a empresa valoriza a importância de contribuir para o bem-estar das comunidades onde opera e onde os funcionários vivem. “Por esta razão, estamos muito felizes em colaborar com a Biosaneamento para tornar realidade este projeto que beneficia centenas de alunos em Cajamar, ensinando de forma prática e lúdica conceitos de sustentabilidade, economia circular e cuidado com o meio ambiente”, disse.

A primeira etapa do projeto apresenta para aos diretores a ação e aproveita para conhecer o espaço disponível para realização da metodologia e planeja confirmar a realidade encontrada; a segunda atividade instala o biodigestor e realiza oficina de plantio de mudas para montar um canteiro agroecológico na horta, ou um jardim sensorial (à escolha da escola) no espaço disponibilizado pela escola. Os alunos conhecem as mudas, e pensam em como colocá-las no lugar disponível. Nesta fase do projeto, voluntários da Amazon participam ativamente apoiando as crianças no preparo e instalção da horta e do jardim sensorial.

Após a implantação dos sistemas, a ONG faz aulas para conceituar as práticas realizadas e conscientizar sobre a importância e relevância da circularidade, do cuidado ambiental e sanitário, além de orientar sobre o modo de operação do sistema implantado.  Durante o período do projeto, a ONG Biosaneamento mantém diálogo aberto com o corpo docente, diretores e servidores da escola, capacitando-os para manutenção e continuação das atividades posteriormente. 

Para turmas de 0 a 3 anos, as atividades são apenas práticas e tendem a conectar as crianças com a terra, plantando e observando o crescimento das plantas. Na faixa de 6 a 10 anos, já tem explicações e aulas, que são mais rasas e simbólicas, enquanto nas turmas de 11 a 14 anos, a linguagem é mais elaborada e os conceitos são mais aprofundados. Mas a conscientização atinge, em todas as idades, os mesmos objetivos citados.